18/12/24

 

Os 10 melhores vinhos de 2024





Em dúvida sobre qual vinho escolher para o Natal? O Top 100 Wines da Wine Spectator traz os 100 melhores rótulos do ano — e tem latino-americano no topo da lista.

A seguir, confira os rótulos que lideram o ranking dos 10 melhores, segundo informações da Wine Spectator.

Don Melchor

A medalha de ouro é da América Latina! O vinho Don Melchor, da vinícola chilena Concha Y Toro, ocupa o primeiro lugar do ranking. No paladar, a bebida traz notas de cassis, alecrim seco, pimenta branca, framboesa e ameixa.

Beaulieu Vineyard

Outro cabernet sauvignon, mas esse diretamente de Napa, na Califórnia. Essa é a pedida ideal para quem gosta de sabores mais complexos e intensos. Segundo especialistas, os sabores remetem a groselha, amora e alcaçuz.

Antinori

Não há boa lista de vinhos que não cite, pelo menos, uma produção italiana. No paladar, destaca-se, principalmente, a acidez vibrante. É um tinto cheio de sabores, mas muito harmônico.

Faust

O vale de Napa traz produções especiais de vinhos. No Faust é possível sentir sabores de frutas vermelhas, como groselha, amora e cereja. Os especialistas dizem que, com o tempo, o resultado vai ficar ainda melhor.

Chimney Rock

Vinho chique, exuberante, mas ainda contido no paladar. Esse é o Chimney Rock, que traz açaí, amora e cassis, em uma textura, dita por especialistas, como quase cremosa, que desliza e derrete.

Drouhin Oregon Roserock

Indo para os pinot noirs, o Drouhin Oregon Roserock ocupa a sexta posição do ranking. Além das frutas vermelhas, a degustação pontuou sabores de pétalas de rosa, especiarias e casca de laranja.

Domaine du Vieux Télégraphe

Outro país que brilha na produção de vinhos, com trabalho reconhecido no mundo inteiro, é a França. O Domaine du Vieux Télégraphe é um vinho aromático e forte. As notas de frutas são encobertas por um sabor mais potente.

Williams Selyem

O vinho vibrante e cheio de sabor. No paladar, é possível sentir amora, cereja, rosa mosqueta, chá de rooibos e alcaçuz. Uma verdadeira explosão de sabores.

G.D. Vajra

O tinto G.D Vajra é um presente ao paladar. Este vinho exibe sabores de cereja, framboesa, rosa, ferro, zimbro e feno, no final, o que destaca-se a acidez, potencializada pelas frutas vermelhas e elementos florais.

Ramey

Em décimo lugar, temos Ramey, um chardonnay cheio de personalidade. A mistura oferece refrescância e suculência, com sabores de pêssego, manga, limão, ervas frescas, como verbena e vetiver, além de gengibre, tangerina e sal marinho.

O que é a Wine Spectator?

A Wine Spectator é uma revista norte-americana especializada em vinhos. No mundo dos enófilo, eles são os professores. Todos os anos a publicação organiza o “Top 100 Wines”, em que são listados os 100 melhores vinhos do ano. Dentre os levantamentos do setor, este apresenta a maior repercussão internacional.

Leia também: receita de drink com vinho tinto e laranja

Drinque com vinho tinto e licor de laranja
Drinque com vinho tinto e licor de laranja Foto: ALEX SILVA

O vinho tinto nem sempre agrada por seu sabor incorporado. Esse drink promete agradar até os paladares mais exigentes. Na receita da chef de bar do MoMa, Márcia Martins, o vinho tinto é misturado com licor de laranja, mix cítrico e muito gelo.

A bebida refrescante é perfeita para o verão natalino brasileiro. No cardápio do restaurante, ele recebe o nome de MUST, “porque você precisa provar”. Veja o passo a passo completo em matéria do Paladar.


16/07/24

2024 vinhos

 O mercado de vinhos em 2024 pode ter um crescimento próximo aos dois dígitos, mas enfrentará desafios como uma carga tributária elevada e forte concorrência de outras bebidas. No entanto, também pode ser um ano de grandes oportunidades para quem estiver atento às tendências, expectativas dos consumidores e mudanças de comportamento. 

19/07/22

 

Descubra as principais tendências do mundo do vinho e as
novas formas de consumo da bebida 


MUDANÇA DE PERFIL 

Até a virada do século, havia um perfil de consumo predominante. Os vinhos tintos com alto teor alcoólico e passagem por madeira, que agregam aroma e sabor na construção final da bebida, eram os considerados de qualidade, explica o sommelier  RicardoValsumo(Portugal)

A partir de 2014, a mudança de consumo abriu espaço para vinhos de outro perfil. Agora, a valorização está em rótulos mais frescos e com menor teor alcoólico. A presença da madeira já não protagoniza a estrutura do vinho, até mesmo por questões sustentáveis. Assim, ariu-se espaço para os frutados.

Hoje, uma bebida considerada boa leva em conta toda potencialidade natural da fruta. 

DEMOCRATIZAÇÃO DO VINHO

Os vinhos em taça já eram uma tendência consolidada na Europa quando Jaqueline Meneghetti decidiu trazer a ideia para Porto Alegre, na Dionísia Wine Bar. A casa foi a primeira a introduzir o conceito de vinho em torneiras. 

É uma modalidade que veio para democratizar o consumo da bebida, possibilitando experimentar pequenas doses de rótulos vindos de outros países e, principalmente, do Brasil, valorizando as vinícolas nacionais. 

A curiosidade do público por conhecer mais as histórias por trás das bebidas tem sido percebida por Jaqueline, desde que o restaurante abriu as portas há quatro anos. A cultura, as famílias, o tempo e toda a experiência em torno da bebida despertam essa relação íntima do consumidor com o produto e com quem o faz.

VINHO EM LATA 

Com apenas dois anos no mercado, o propósito da Lovin é descomplicar o consumo do vinho, visando a simplicidade como o auge da sofisticação. Na praia, no parque, sozinho ou em uma roda de amigos: o vinho em lata é versátil para todas as situações. Não há preocupação se a bebida vai ser servida na taça, em um copo baixo ou, até mesmo, direto da lata. O importante é degustar.

A ideia veio de uma conversa entre amigos sobre a tendência nos Estados Unidos das bebidas ready to drink (do inglês, pronta para beber). Grandes redes de supermercados tinham os vinhos em lata como concorrência das milenares garrafas.

A novidade atraiu quem não era próximo do universo, ao passo que os adeptos da bebida se permitiram testar a novidade. O consumo em lata se consolidou nas prateleiras dos principais mercados nacionais, e a expectativa de João Paulo Sattamini, sócio da Lovin, é que a praticidade e a versatilidade aproximem a bebida ainda mais dos brasileiros.

A TENDÊNCIA DOS NATURAIS

Os vinhos de mínima intervenção, que não levam aditivos químicos, correções ou manipulações durante o processo, têm ganhado mais força e adesão do público consumidor nos últimos anos. São bebidas que valorizam o sabor e o aroma da fruta. 

Apesar da produção de vinhos sem intervenção ser milenar, já que os aditivos enológicos foram inventados no final da década de 1970, no Brasil ainda é algo muito recente. Um lugar em Porto Alegre que tem investido nesse nicho é a Casa Vivá, que conta com uma das maiores cartas de vinhos naturais do país, com um total de 840 rótulos. O diferencial é a curadoria que preza pela qualidade e pela transparência com o consumidor. 

Não há nada na bebida a não ser os poucos ingredientes descritos no rótulo. E, embora os vinhos naturais estejam muito relacionados ao modo artesanal, a casa investe em tecnologias de ponta para entregar o melhor resultado na produção de rótulos próprios. 

Até mesmo os clientes do local não sabiam o que era uma bebida natural antes de conhecer seus produtos. A cultura foi introduzida e sentida na prática, quando chegam feedbacks como “bebi tudo aquilo ontem e, hoje, acordei sem ressaca”, conta Cristian Silva, proprietário da loja.  

NA QUARENTENA

Durante a pandemia, tomar uma tacinha se tornou um hábito mais frequente. As bebidas comuns em festas saíram de cena e deram espaço ao vinho: aconchegante e acolhedor, que abre portas para um mundo infinito de experiências. 

O interesse pelo produto e a facilidade da compra através dos e-commerces respingaram no percentual de consumidores em 2020, que aumentou 18% no Brasil, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

O crescimento foi o maior registrado no período, mesmo que, geralmente, o país não consuma tanto vinho. No cenário mundial, representamos apenas 2% do total de litros consumidos, ou seja, 2,4 litros por pessoa ao ano, segundo a OIV. 

Quem lidera o pódio atualmente são os Estados Unidos, com 14% do consumo mundial, seguido por França e Itália. Por outro lado, o Brasil é destaque quando o assunto é produção de vinho. Em 2021, atingimos 60% de crescimento.

22/03/20

Vamos além



Dez bebidas que seu bar precisa ter


Um bom bar precisa ir além dos destilados e incluir amaros e licores








Para quem pretende ter um bar em casa e impressionar os amigos não basta ter a melhor coleção de whisky e boas vodcas para preparar alguns drinques. O bom bar vai muito além dos destilados, é preciso incluir algumas garrafas de amaros e licores também.

Amaros é uma categoria de bebidas que pode ser dividida em dois grupos, os bitters e os vermutes. São bebidas produzidas com diferentes tipos de cascas e ervas podendo levar mais de 30 ingredientes em seu preparo. Essa mistura é adicionada ao álcool anidro (bitters) ou vinho (vermutes) e, por um processo de infusão, produz-se a maioria dos amaros encontrados no mercado.




Licor é uma bebida alcoólica doce, geralmente misturada com frutas, ervas, temperos, flores, sementes, raízes, cascas de árvores ou também cremes. O termo vem de "liquifacere", liquefazer, dissolver. A descrição mais comum de licor é a de uma bebida doce, de alto teor alcoólico, servida em pequenas taças após as refeições.

Atualmente existe uma quantidade muito grande de amaros e licores no mercado, do mais sofisticado à receita da vovó. Por conta disso, ADEGA selecionou dez garrafas que não podem faltar em sua prateleira e podem ser consumidos puros ou como ingredientes de coquetéis.


Amaros
Martini Rosso

Bebida composta de vinho tinto e ervas aromáticas. Criado inicialmente em 1863, Martini Rosso permanece como o autêntico vermute: natural, elegante, refrescante e estimulante. Pode ser encontrado ainda nas versões bianco e rosé e é ideal para ser servido como aperitivo com gelo picado, ou misturado com sucos de frutas ou água mineral.



Punt e Mes

Surge em Turim, Itália, e traz, no sabor levemente amargo, uma receita secreta que combina a destilação de uvas misturadas com substâncias balsâmicas e aromáticas, que caracterizam um bom vermute. Ótimo se apreciado em copo longo com gelo, água tônica e rodelas de laranja.
Angostura

É um dos bitters mais conhecidos do mundo e foi preparado pela primeira vez em 1824 pelo Dr. J.C.B. Siegert. Devido ao seu sabor e aroma deliciosos, tornou-se extremamente popular, sendo utilizado no preparo de muitos coquetéis. Atualmente é produzido e envasado em Trinidad e Tobago.
Campari

Surgiu em 1860 pelas mãos do italiano Gaspare Campari com sua vibrante cor vermelha. Em sua receita, leva cerca de 60 ingredientes oriundos dos quatro continentes. Seu sabor equilibrado entre o amargo e o doce é apreciado puro, com gelo ou misturado à tônica, suco de laranja e uma infinidade de outros ingredientes.

Noilly Prat

É o mais conhecido dos vermutes secos franceses, feito em Marselha. Muito seco e ótimo em dry martinis, ou como aperitivo, com gelo e soda. Ele é produzido com dois vinhos brancos maturados em tonéis de carvalho por 12 meses, e 40 ervas, maceradas por um ano e meio.
Licores
Baileys

Licor irlandês elaborado a partir da mistura de creme de leite irlandês com o melhor whisky do país e sabores naturais de cacau e baunilha. Esses ingredientes são misturados utilizando os mais modernos equipamentos em um processo que, apesar de simples, é altamente secreto.
Sambuca Molinari

Criado pela empresa Molinari sediada em Roma, Itália, em 1945. Licor incolor com ervas aromáticas e forte perfume de anis. Conhecido por ser um ótimo digestivo, também pode ser consumido puro, em coquetéis, na gastronomia ou flambado com grãos de café tostados.
Cointreau

Licor fino, elaborado a partir de um blend de cascas de laranjas doces e amargas em um processo controlado. As laranjas utilizadas para a sua elaboração vêm de todas as partes do mundo, especialmente do Brasil e dos Estados Unidos. Além de ser consumido como digestivo e aperitivo, também é muito utilizado na culinária.
Grand Marnier

Criado em 1827 e preservado na família por mais de seis gerações, Grand Marnier é um licor especial. Uma mistura artesanal de essência de laranjas tipo curaçau maceradas no Cognac. Perfeito na preparação de Margaritas ou Cosmopolitans.
Frangelico

Produzido em Canale, Itália, foi lançado na década de 1980, ganhando atenção principalmente por causa de sua embalagem inusitada que parece um frade. É elaborado de uma maneira similar a outros licores de nozes: as nozes são moídas e misturadas com cacau, baunilha e outros sabores naturais e então deixadas de molho na bebida alcoólica de base. Quando o álcool já absorveu o sabor dos ingredientes, o licor é filtrado, adocicado e engarrafado.
Coronavírus azeda o mundo dos vinhos



Eventos cancelados ou adiados, além de prejuízos para países exportadores, como Chile e Austrália. Nem a bebida de Baco escapa dos efeitos do coronavírus.





Nas últimas duas semanas, os organizadores da ProWein montaram um enorme plano de contingência para garantir a realização do evento, que é a mais importante feira de vinhos da atualidade.

Todas as taças seriam lavadas com água em temperatura a mais de 100ºC. Os visitantes receberiam cuspideiras individuais para descarte dos vinhos provados. E a equipe de limpeza trabalharia com máscaras e uniformes protetores.

Mas, mesmo com todos estes cuidados, em reunião na última sexta-feira à noite, a decisão foi adiar o evento, que aconteceria entre os dias 15 e 19 de março, na cidade de Düsseldorf.

“Com o surgimento de novos casos na Alemanha, próximos a Düsseldorf, foi decidido junto com o governo adiar a feira para minimizar o risco de novos contágios, embora o governo alemão esteja fazendo um excelente trabalho de contenção e identificação de pacientes”, afirmou para a NeoFeed Rico Azeredo, o representante no Brasil da Messe Düsseldorf, empresa que organiza a ProWein. “O risco de contágio, mesmo com todas as medidas de contingência, é grande.”

O comunicado oficial foi divulgado na tarde de sábado, 29 de fevereiro, no site do evento. A nova data será anunciada nas próximas semanas. A ProWein é o segundo evento que a Messe Düsseldorf Group decide adiar diante da propagação do coronavírus.

A terceira edição de ProWine Asia, prevista para acontecer entre 31 de março e 3 de abril, em Cingapura, foi adiada logo que as primeiras notícias do coronavírus chegaram ao continente.

Na semana passada, foi anunciada a nova data: de 13 a 16 de julho. As outras duas feiras do grupo, a ProWine Shanghai (China) e a ProWine São Paulo (Brasil) acontecem no segundo semestre quando, espera-se, a disseminação do novo coronavírus já esteja controlada.

A direção da Baron Philippe de Rothschild decidiu suspender, por tempo indeterminado, todos os compromissos internacionais de seus executivos neste sábado.

Michel Friou, principal enólogo da vinícola chilena Almaviva, foi o primeiro a sentir o impacto da medida. Ele embarcaria neste domingo para o Brasil, para uma viagem de uma semana por algumas capitais do país, apresentando a premiada safra de 2017.

Também fazem parte do grupo as vinícolas Château Clerc Milon, Château d’Armailhac, Domaine de Baronarqyes, Opus One, Escudo Rojo, Mouton Cadet e Anderra, além, claro, do próprio Château Mouton Rothschild. A decisão do board vale para todas as vinícolas.

Outros eventos de vinho na Ásia, como o China Food & Drinks Fair (CFDF), realizado na cidade de Chengdu, estão adiados indefinidamente. Focada no mercado doméstico, a CFDF atrai cerca de 3 mil expositores, 300 mil visitantes e gera, em receita, o equivalente a US$ 3 bilhões. É considerado um evento importante para incentivar o consumo local da bebida.

Mais ousados, os diretores da Veronafiere, que organizam a Vinitaly, a maior feira de vinhos italianos, decidiram manter a data original. Assim, mesmo com a chegada do coronavírus no país, os italianos estão confirmando, ao menos por enquanto, a realização da exposição na cidade de Verona, para os dias 19 a 22 de abril.

Em toda a Ásia, e principalmente na China, os efeitos do coronavírus são desastrosos também no mundo de Baco. De um lado, porque os chineses são grandes consumidores. No ranking mundial de consumo de vinho, eles ocupam o quinto lugar, atrás apenas dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e da Itália.

Com a quarentena, os chineses reduziram drasticamente a compra de bebida, assim como o seu consumo em bares e restaurantes. Até a opção de vendas online ficou comprometida, já que não há entregadores para atender todas as encomendas. “Não temos como manejar uma empresa sem pessoas”, afirma Claudia Masueger, gerente da rede de lojas Cheers, para a publicação Meininger’s.

Esta retração de consumo terá impacto no resultado de companhias não chinesas. Segundo a revista inglesa Decanter, 30% dos negócios da gigante de produtos de luxo LVMH e 10% da Pernod Ricard são em território chinês. A multinacional Diageo, por sua vez, estimou que o vírus na região da Ásia e do Pacífico deve afetar significativamente o seu lucro em 2020.

Os vinhos de Bordeaux também sentem o efeito colateral do Covid-19, nome oficial da doença do novo coronavírus. Dados do Liv-ex, empresa que funciona como um mercado global para o comércio de vinho e reúne informações de mais de 474 empresas, registram uma queda de 38,3% na procura pelos vinhos de Bordeaux na penúltima semana de fevereiro, em comparação com a anterior. Os tintos, principalmente, desta região francesa são muito populares no mercado asiático.


As exportações chilenas já caíram entre 50% e 60%, do total de 350 contêineres que entravam por dia na China

Além da retração no consumo, as fronteiras fechadas impedem a entrada de vinhos e espumantes no país. Austrália e Chile são países que já estão sendo impactados em suas exportações. Segundo informações da revista Forbes, as exportações chilenas já caíram entre 50% e 60%, do total de 350 contêineres que entravam por dia na China.

Na Austrália, as fronteiras fechadas atrapalham ainda mais a sua viticultura. O país do canguru já sofre os efeitos da enorme queimada, que começou em setembro do ano passado e só terminou em janeiro de 2020.

O fogo destruiu mais de 10 milhões de hectares de vinhedos, de acordo com os órgãos oficiais, principalmente nas regiões de New South Wales e Victoria. A Austrália exporta mais de US$ 1,2 bilhão em vinhos para a China por ano.

Com o coronavírus, a redução de pedidos dos chineses, nos meses de janeiro e fevereiro foi de 90%, segundo a Forbes.

Ambos sabemos que esta guerra biológica entre a china e estados unidos afecta a economia mundial , logo terceiros como nós mero civilização somos vítimas do factor capitalismo e poder por parte política .
Mas vamos torcer para que dé tudo certo e voltemos a vida quotidiano de outrora e não esqueçam vamos fazer nossa parte de ficar em casa para que não haja um flagelo de coronavirus /covib19 .
Desejo 1 bem haja a todos

Por : Ricardo Valsumo (Sommelier -pt )



Tendências de consumo no mercado de vinhos em 2020


Orgânico, Rosé ou espumante? Pesquisa destaca tendências para a indústria e consumidores ficarem de olho durante o ano 2020

POR Ricardo valsumo - 22 de março DE 2020 




O vinho é uma das bebidas mais antigas e saborosas da humanidade. Feito a partir da fermentação da uva, sua composição atrai amantes pelo mundo todo. Como uma grande variedade no mercado, as opções com uvas familiares, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc, costumam ser os mais pedidos no Brasil.

De acordo com uma pesquisa da Wine Intelligence, as escolhas mais tradicionais prometem continuar em alta em 2020, mas há algumas tendências que devem ganhar a preferência dos consumidores durante o ano.


OS FAMOSOS ROSÉS 



Os rosés viraram um dos queridinhos do momento e estão entre as opções mais pedidas pela população brasileira. De acordo com dados da Ideal Consulting, entre 2014 e 2018, seu consumo aumentou de um milhão de litros para mais de cinco milhões – um aumento de 278%; sendo 40% somente em 2018.

Leves, frescos e com uma harmonização versátil, os vinhos rosés não possuem corantes ou aromatizantes. Feitos na maioria das vezes com a técnica de maceração, sua cor acontece de acordo com o tempo em que o mosto fica em contato com a casca da uva. Desta forma, seu processo de produção é bem mais rápido que os vinhos tintos e por isso sua cor fica mais rosada e clarinha.


SUSTENTÁVEIS E ORGÂNICOS



Os vinhos orgânicos simples, os biodinâmicos e os naturais, estão ganhando cada vez mais espaço entre as preferências dos consumidores. Produzidos de maneira sustentável, possuem um sistema de base ecológica muito melhor para o meio ambiente e são vistos como uma grande aposta para o futuro da indústria. De acordo com a pesquisa, além das opções mais naturais, os consumidores, principalmente da Geração Z, estão optando também por “brancos aromáticos, frescos e com baixo teor alcoólico e por tintos interessantes, com menos taninos”.

EMBALAGENS QUE FAZEM A DIFERENÇA




A embalagem também é importante. As garrafas de vinho feitas com vidros mais leves e que possuem rolhas com emissão zero de carbono prometem se destacar entre os pedidos dos consumidores durante 2020.

Outra opção que também promete aumentar são os vinhos de lata. Segundo a pesquisa, a bebida enlatada, que já faz grande sucesso no Estados Unidos, deve ganhar mais espaço no Brasil. Considerada como uma opção mais prática para algumas ocasiões, as embalagens são 100% recicláveis.


ESPUMANTES



Os espumantes também estão entre as apostas para o ano. Feitos a partir da segunda fermentação, os vinhos espumantes deixaram de ser consumidos apenas em ocasiões especiais e ficaram mais frequentes entre os pedidos dos brasileiros, resultando em um crescimento de 30% entre 2014 e 2018. Tudo indica que a tendência promete continuar em ascensão em 2020.











10/01/18

Tendências que definirão o mundo dos vinhos em 2018





Por exemplo, o vinho rosé continua tendo muito sucesso. Com uma alta de 57 por cento nas vendas dos EUA em dólares, nossa obsessão por beber vinho rosé continua e até alimenta o interesse pela sidra rosé e pelo gin rosé. E graças a bebedores jovens e aventureiros sedentos de originalidade e acessibilidade, o entusiasmo por uvas nativas pouco conhecidas, especialmente da Itália, continua aumentando rapidamente.


Isto é o que eu vejo para 2018 na minha bola de cristal.

 # Auge das garrafas grandes


A popularidade do vinho em garrafas Magnum (equivalentes a duas garrafas) e outros formatos grandes parece seguir o mercado acionário; quando as ações sobem, também sobre a demanda por garrafas grandes. No Reino Unido, a varejista de vinho Majestic informou uma alta de 378 por cento nas vendas de supergarrafas no ano passado nas mais de 200 lojas da empresa.


Mas não pense em algo muito grande: sabe-se que a extravagante Melchizedek de champanhe -- equivalente a 40 garrafas do espumante -- explode espontaneamente.

A mudança do clima está esquentando as coisas




A mudança do clima está afetando muitas coisas: o temor estimulou os vinicultores a adotar práticas ecológicas nos vinhedos e a experimentar novas variedades de uvas. O aumento das temperaturas também está reajustando drasticamente a geografia do vinho. Por exemplo, o aquecimento constante de Hokkaido, a ilha mais setentrional do Japão, poderia transformar a área em uma nova fonte do melhor pinot noir. Até recentemente, os produtores não tinham muita sorte ao cultivar essa uva. Agora há 33 vinícolas e mais serão abertas.
A 'experiência de luxo' para degustação de vinho




As salas de degustação lotadas das vinícolas já estão quase fora de moda. A nova maneira de degustar vinhos está relaciona a experiências e situações especiais -- digamos, enquanto você está hospedado em um château em Bordeaux, ou logo após colher uvas na Borgonha, ou após pescar com lanças na Nova Zelândia. Eu estou animado para visitar o recém-inaugurado Cube, um cubo gigante de vidro em um vinhedo australiano, anunciado como museu de realidades alternativas.
Robôs nos vinhedos mais chiques




Quando a família Rotschild, do Château Mouton-Rotschild e do Château Clerc Milon, investe em robôs personalizados programados para retirar as ervas daninhas dos vinhedos, você sabe que essa ideia será um ponto de inflexão.




Em junho, a empresa se juntou à Naio Technologies em um experimento no Clerc Milon com Ted, um robô tão fofo quanto o R2D2. Philippe Dhalluin, diretor administrativo dos châteaux, está convencido de que os robôs fazem parte de um futuro "verde" (o vizinho Château Latour, de vinhos Premier Cru, ainda usa cavalos antiquados nos vinhedo.

Então o classico e o moderno como sempre estará sempre em moda . Mas a tecnologia esta estará sempre no avanço sem cesso.E Vamos ficar por aqui hoje , acho que o melhor mesmo seria abrir algo propício para a ocasião e situação , puxar a rolha de cortiça com 1 saca rolhas e encontrar quem sabe novos materiais na nossa rolha.
Muito podem chamar antiquado , mas para conservação de 1 vinho de reserva , nada como o tradicional e rolha de cortiça. Simples assim.

1 bem haja a todos 

09/10/17

Vinho de 6000 mil anos é encontrado







Vinho de 6 mil anos é encontrado – e ele é italiano
Uma equipe de pesquisadores descobriu Sicília um jarro com vestígios de uva fermentada que remontam a cerca de 6.000 anos na costa da Sicília
Por AFP



Vinho: pesquisadores encontram vinhos de 6 mil anos na Sicília, Itália (hypedesk/Thinkstock)

O vinho mais antigo do mundo pode ser italiano: uma equipe de pesquisadores acaba de descobrir na costa oeste da Sicília um jarro com vestígios de uva fermentada que remontam a cerca de 6.000 anos.
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“Quando publicamos nosso artigo, não imaginávamos que pudesse se tratar do vinho mais velho já descoberto, mas as informações que nos chegam nos levam a crer que pode ser o caso”, explica à AFP Enrico Greco, químico da universidade da Catânia (Sicília, sul).

O cientista é membro do grupo internacional de pesquisadores, coordenado pelo arqueólogo italiano Davide Tanasi (da universidade do Sul da Flórida, EUA), que fez esta descoberta, publicada na revista Microchemical Journal.

A equipe estudou resíduos presentes em jarros descobertos em uma gruta no monte Kronio, perto de Agrigento, “provavelmente um local votivo em que se realizavam oferendas às divindades”, explica Greco.

“O fato de que esta cerâmica se encontre em uma gruta impediu que ficasse enterrada, o que permitiu que seu conteúdo fosse conservado, embora tenha se solidificado ao longo dos séculos”, afirma.

Várias técnicas de análise combinadas, entre elas a ressonância magnética nuclear, revelaram uma presença significativa de ácido tartárico, o mais abundante na uva.

Após a análise do conteúdo pelos químicos, os arqueólogos procederam a datar o conteúdo, comparando a cerâmica com outras provenientes de locais vizinhos.

Segundo suas conclusões, estas remontariam ao quarto milênio a.C., ou seja, 3.000 anos antes em relação aos primeiros vestígios de viticultura registrados na Itália, mais precisamente na Sardenha.

Quanto a se este vinho é o mais velho do mundo, os cientistas se mostram prudentes. “Há descobertas que datam da mesma época na Armênia, mas parece que se trata de uma bebida fruto da fermentação de romã e não de uva”, indica Enrico Greco.

“Existem também atestações mais antigas na China de fermentação de arroz, mas apenas na forma de representações”, conclui.

14/08/17

Qual é o tipo ideal de vinho para cada estação do ano

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Durante muito tempo, no Brasil, os vinhos foram vistos como bebidas para serem consumidas no inverno. Embora essa mentalidade venha mudando há algum tempo, muitas pessoas ainda acreditam que ele só deve ser degustado quando as temperaturas estão mais baixas.

Tintos, brancos, rosés, espumantes… A verdade é que a bebida possui tantas variações que pode ser consumida sempre. O segredo está em descobrir qual é o vinho certo para cada estação e para os mais variados tipos de cardápio que são servidos com elas.

Neste post, vamos te ajudar a definir qual o melhor vinho para cada estação do ano. Assim você pode apreciar e até oferecer para os seus convidados, sem medo de errar, rótulos diferentes durante o ano inteiro. Além de falarmos sobre qual o melhor vinho para combinar com cada época, também vamos tratar da forma correta de degustar cada um dos tipos. Confira:
Para o verão: aposte nos vinhos refrescantes

No verão brasileiro, as temperaturas são muito elevadas. Dependendo da região, o clima pode ser mais seco ou mais úmido, mas o calor é frequente em todo o território nacional — com alguns locais chegando a marcar 40 °C nos termômetros e com uma sensação térmica que pode ser ainda maior.

Em virtude disso, cresce o consumo de frutas, de saladas e de pratos mais leves, como carnes brancas — em especial peixes e frutos do mar. E, para harmonizar com esses preparos, os vinhos mais indicados para o verão são:



os brancos;


os rosés;


e os espumantes.


No geral, esses vinhos costumam ter um teor alcoólico mais baixo. Sendo assim, eles são mais leves e mais refrescantes, perfeitos para a época de calor. O ideal é que sejam consumidos em uma temperatura entre 6 °C e 12 °C, para que estejam refrescantes, mas não muito gelados.

E pessoas que só gostam de vinho tinto: elas não podem consumir a bebida no verão? Podem. Nesse caso, o ideal é que seja um tinto mais jovem e mais frutado, isto é, que não tenha ficado tanto tempo em processo de maturação. A temperatura ideal para consumo é entre 12 °C e 14 °C.

Uma dica importante: jamais coloque uma pedra de gelo dentro do seu vinho! Caso precise gelar a bebida depois de levada à mesa, solicite um balde de gelo para colocá-la dentro. A adição de gelo dentro de um vinho prejudica completamente o gosto e as propriedades da bebida.
Para o outono: escolha os vinhos de corpo médio

No Brasil, o outono tem clima ameno. A transição entre verão e inverno faz com que as temperaturas comecem a cair, mas ainda não sejam tão frias. Por isso, os hábitos alimentares também seguem essas mesmas características.

Com a queda das temperaturas, o vinho começa a aparecer mais para acompanhar as refeições dos brasileiros. Mas, afinal, qual o vinho ideal para o outono?

Como nessa época as temperaturas ainda não caíram muito, é possível tomar vinhos brancos e refrescantes — assim como se faz no verão. Entretanto, os mais indicados são os tintos, de corpo médio, e os brancos mais encorpados. Boas sugestões são Pinot Noir e Merlot.

No outono, os vinhos brancos devem ser consumidos entre 8 °C e 10 °C, e os tintos, entre 14 °C e 16 °C.
Para o inverno: prefira os vinhos encorpados

Na estação mais fria do ano, cresce o consumo de vinhos tanto por hábito quanto por tradição, especialmente nos locais mais frios do Brasil, como na região Sul.

Nessa época também cresce o consumo de massas, carnes vermelhas e comidas calóricas. Para acompanhar esses pratos, as regras de harmonização sugerem vinhos mais encorpados, especialmente os tintos.

Com teor alcoólico superior, esses tipos aquecem mais — e justamente por isso são os preferidos para o período. Boas pedidas são os tradicionais vinhos:


Cabernet Sauvignon;


e os fortificados, como vinho do Porto e da Madeira.

Caso você faça questão de um vinho branco, opte por um Chardonnay ou por um Chenin Blanc.

Nessa estação, o mais recomendado é consumir o vinho mais próximo à temperatura ambiente.
Para a primavera: vá com os vinhos rosé

Assim como no outono, as temperaturas na primavera são mais amenas. Entretanto, diferentemente daquela estação, na primavera tudo está florescendo e o clima é mais quente, já que a transição é do frio do inverno para o calor do verão.

Embora em um 1º momento a bebida não pareça a melhor opção para a estação, vale arriscar e fazer uma aposta diferente: vinhos rosés. Mais frescos e frutados, os rosés combinam perfeitamente com aquela que é conhecida como a estação das flores.

Originários da França, eles estão entre os brancos e os tintos, por isso possuem uma coloração rosada. Para se chegar a essa cor, é necessário que, durante o processo de fermentação, o mosto fique pouco tempo em contato com as cascas da uva, absorvendo um pouco de sua pigmentação.

A principal vantagem dos vinhos rosés é que eles vão bem com diversos tipos de pratos, sendo assim fácil de fazer harmonizações. Combinam bem com peixes e frutos do mar, mas também com massas, saladas e carnes vermelhas grelhadas. Portanto, trata-se de uma bebida versátil e bastante recomendada para a primavera. O ideal é ser consumida gelada.

Neste post, procuramos mostrar que o vinho não é uma bebida que só pode ser apreciada no inverno, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar. Por isso, separamos algumas dicas e sugestões de harmonização para você ser capaz de decidir qual é o melhor vinho para cada estação. Assim você pode se deliciar com a bebida durante o ano inteiro!

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por sommelier

Ricardo Valsumo 



07/08/17

Sopas de cavalo Cansado ! o Que é ?para que serve?



Há quem queira atribuir a denominação «sopas de cavalo cansado» à prática antiga de dar o alimento assim chamado aos animais de tiro ou carga para recuperarem energia:

«Na época das carruagens, nas aldeias de Portugal, quando nas pousadas não havia cavalos descansados ​​para substituir e continuar a viagem, davam estas sopas com vinho e açúcar para os animais, que os deixavam refrescados e cheios de energia» (blogue Portugaldantigamente, consultado em 29/01/2016).

Não encontro confirmação desta tese noutras fontes portuguesas, mas numa página espanhola da Internet (Fran Chef, el cocinero), na qual se comenta a origem das também galegas sopas de cabalo cansado, considera-se que a denominação alude à maneira «[...] como se revitalizaba a los caballos, mulas y asnos que se utilizaban como fuerzas motrices a la hora de mover arados, trilladoras y otros aperos de labranza que necesitaban tracción animal» (= «... como se revitalizavam os cavalos, mulas e asnos que se utilizavam como forças motrizes para puxar arados, debulhadoras e outras alfaias agrícolas que necessitavam de tração animal»). Devo referir, porém, que não pude achar obras de referência que corroborassem esta explicação.



Sopas de cavalo cansado





Na época das carruagens, nas aldeias de Portugal, quando nas pousadas não havia cavalos descansados ​​para substituir e continuar a viagem, davam estas sopas com vinho e açúcar para os animais, que os deixavam refrescados e cheios de energia.
A sopa do cavalo cansado é uma triste lembrança de tempos difíceis em Portugal.
Muitos agricultores não tinham abundância de alimentos e davam a seus filhos, na primeira refeição do dia, pedaços de pão embebidos em vinho tinto numa tigela.
A sabedoria popular diz que a mistura dava forças e condições para as crianças enfrentarem o dia de trabalho.
Hoje, a sopa do cavalo cansado é servido em muitos lugares de uma forma diferente, como prato gastronómico, com canela e açúcar ou mel.
Como preparar uma sopa do cavalo cansado
Ingredientes:
Vinho verde tinto
Mel
1 gema de ovo
Pedaços de pão
Preparação:
Numa tigela, coloque o vinho. Em seguida, adicione o mel e a gema de ovo. Mistura-se tudo muito bem e coloca-se o pão esfarelado [aconselha-se broa de milho].
Bem hajam 
Carlos Fernandes

Substância encontrada no vinho tinto melhora desempenho físico






Pesquisa sugere que suplementos de resveratrol, encontrado em algumas frutas, nozes e vinho, aumentam os efeitos benéficos da atividade física


Por GLOBOESPORTE.COMAlberta, Canadá



Vinho tinto possui resveratrol, um poderoso
antioxidante (Foto: Getty Images)

Um antioxidante natural encontrado em algumas frutas, nozes e vinho tinto influi positivamente na melhora do desempenho físico e das funções cardíacas. É o que sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) em camundongos, no qual foi verificado que a combinação de suplementos de resveratrol e treinamentos físicos aumentou os efeitos benéficos da atividade física.

- Ficamos animados quando vimos que o resveratrol apresentou resultados semelhantes aos obtidos através de treinos intensos de resistência. Vimos imediatamente o potencial desses benefícios, e acreditamos ter descoberto uma forma de ampliar os efeitos benéficos da atividade física com uma pílula do composto - disse o pesquisador Jason Dyck, responsável pelo estudo publicado no Journal of Physiology, da instituição britânica The Physiological Society.

No levantamento, dois grupos de camundongos eram submetidos as mesmas atividades físicas, sendo que um deles recebia suplementos do composto antioxidante. Após 12 semanas, o grupo que consumiu resveratrol apresentou um melhor rendimento em comparação às cobaias que apenas se exercitaram.

- O resveratrol pode ajudar pacientes que querem se exercitar, mas são fisicamente incapazes. O antioxidante pode imitar os benefícios do exercício para eles ou melhorar os resultados da atividade que eles podem fazer - acrescentou Dyck, professor do Departamento de Pediatria e Farmacologia da Universidade de Alberta.

Agora, o grupo de pesquisadores vai começar a fazer testes com o resveratrol em portadores de diabetes com insuficiência cardíaca para ver se é possível melhorar a capacidade cardíaca desses pacientes. O início deste novo estudo para iniciar nos próximos e terá a duração de dez semanas. a pesquisa será financiada pelo Instituto de Diabetes de Alberta.

11/07/17

HARMONIZAÇÂO / ENOGASTRONOMIA ITALIANA






SEJA-UM-CRAQUE




A gastronomia da Itália não se resume a massas e pizzas, não. Tem muita carne, legumes e frutos do mar também! 


Mais de 30 pratos italianos?! Isso mesmo, a gastronomia da Itália não se resume a massas e pizzas, não. Tem muita carne, legumes e frutos do mar também. 


Vivemos no Brasil, fortemente influenciados pelos italianos, e uma coisa podemos garantir: pelo menos uma vez por semana você come algo italiano. 


Vamos te ajudar a harmonizá-los, então: mais de 30 pratos, entre entradas, principais e sobremesas, e um vinho para cada (italiano, claro!). 
Entradas 

Antepastos 


O que seria das beringelas, pimentões e abobrinhas não fosse a imensa quantidade de azeite que por sobre eles é despejada? São legumes, sim, mas é justamente a oleosidade que os antepastos ganham durante o preparo que pede por algo mais encorpadinho. Isso sem falar que podem surgir antepastos de queijos, azeitonas, cogumelos e por aí vai. Para generalizar sem erro, um Merlot bem macio, com direito ainda a toques terrosos e boa acidez, é a melhor opção. 

Arancini 


Pense em bolinhos de arroz na Itália... Cremosos, mais se parecem com bolinhos de risoto que de arroz propriamente dito. Como não deixam de ser uma fritura, pedem a acidez que só mesmo os espumantes. É de Prosecco que estamos falando! 
Bruschetta 


Temos bruschetta de tudo quanto é tipo por aqui, mas os italianos são tradicionais (e claros!) quando o assunto é esta receita: pão, alho, tomate e muito azeite. É dos tintos potentes e frutados que suas bruchettas precisam. Pode apostar num Primitivo! 
Presunto de parma, carpaccio e outros embutidos 


Quando se trata de embutidos, dá para lembrar de seus sabores só de pensar. Isso acontece porque são fortes, intensos. E eles dominam o sabor do prato - seja um sanduíche, uma massa ou até sozinhos, em uma tábua. O vinho, então, não pode ser tão encorpado (brancos!) nem tão complexo e cheio de sabores, para não fazer aquela “mistureba” na boca. Mas precisa ter acidez (brancos!) o suficente para não parecer “chocho” perto de tantos toques salgados e defumados. Vá de brancos frescos e mais neutros, como Pinot Grigio. 

Burrata e mussarela de búfala 


A primeira coisa a se ter em mente é que vinho branco é a melhor opção, pois seu corpo leve não tira a delicadeza que é o trunfo dos queijos. Tanto a conhecida mussarela de búfal quanto a burrata, sua versão mais gourmet e mais cremosa, são queijos do tipo fresco. Fresquíssimos! E para isso, pedem frescor do vinho também. Se ele tiver notas de ervas, gramas, mentas, melhor ainda! Mas sem doçura, para não perder a leveza da combinação. A Itália tem duas boas opções: os Trebbianos de Frascati ou os Soaves (do Vêneto), estes com mais sabores de peras e maçãs verdes. 
Pratos Principais 

Alcachofra 


O que parece representar um grande desafio de harmonizações é assunto que os italianos tiram de letra. Combater o amargor das alcachofras não é fácil, mas nada que o dulçor de um bom Moscato D’Asti não faça. 

Almondegas 


Carne gordinha e molho são sempre sinônimos de suculência, vai dizer? A capa de gordura que deixam nas bochechas entre uma mordida e outra precisam de algo a mais para limpá-las, e não vá pensando que é de água que estamos falando (a não ser que ela tenha taninos fervorosos e muita acidez!). É de uma pequena localidade do Piemonte que parece sair seu melhor companheiro à taça: Barbaresco, um dos ícones italianos, feito com a uva Nebbiolo. 

Bracciola e ossobuco 


Alguns temperos mediterrâneos, molho… Uma bracciola bem italiana pede um vinho frutado, principalmente se cerejas pretas, amoras e caramelo se fizerem presentes. Cuidado com os taninos. Se baterem de frente com as especiarias pode acentuar os toques picantes e desequilibrar a harmonização. Um Dolcettopiemontês seria o par ideal. 
Cabrito 


A carne de sabor forte requer um vinho com mais presença, daqueles mais encorpados, com bons taninos e boa acidez. E certa complexidade aromática por conta da similaridade de elementos. Barolo e Brunello, é disso que estamos falando! 

Guisado de coelho 


Já comeu coelho? Pois é, não é muito bom por aqui, no Brasil. Mas lá na Europa, principalmente dos países mediterrâneos, parece dar em árvore. É considerada uma carne de caça, e como tal, precisa de um vinho que o ajude a amaciar, sem muitos taninos. Porém, não deixa de ser uma carne delicada, então não exagere nos tintos. Se for de tinto, prefira os mais leves, como a ácida Barbera; se for de branco, o mineral Verdicchio. 

Lasanhas e massas recheadas 


Para cada camada de massa, muitas outras de queijo, presunto e molho de tomate - é basicamente disso que se constitui a boa e velha lasanha, tal qual outras massas recheadas, como o rondele e o canelone. A composição dos elementos precisa de acidez e sabor frutado no vinho que vai acompanhar. Famosa pela acidez, a Barbera parece ser perfeita para a tarefa, ainda mais se for de sua terra natal, o Piemonte. 

Massas sem molho 


Em matéria de massas sem molho, as feitas em alho e óleo parecem ser "experts". Neste caso, o vinho não poderá ser encorpado, pois passará por cima de qualquer mordida, mas seus sabores precisam ser tão intensos quanto os da mistura. Nossa sugestão? Um Sauvignon Blanc será na medida certa. Se for puxada na manteiga, encontrarão sua mara-metade num Chardonnay que tenha estagiado em barrica (acompanhará bem as mesmas notas amanteigadas da massa!). 

Massas à bolonhesa 


Tal como nas almôndegas, a mistura de carne e molho vermelho pedem acidez e notas frutadas à taça- só, talvez, com um pouco menos de intensidade. É por isso que pensamos exatamente na mais italiana das variedades para as massas à bolonhesa, a Sangiovese! 
Massas ao molho branco 


É inevitável, molho branco implica obrigatóriamete queijo, ovos e leite ou, as vezes, o próprio creme de leite. Independente do ingrediente que os complemente (no caso do carbonara, por exemplo, são as pancetas e o queijo pecorino), costumam ser gordinhos e até pesados. Com elas, cairia muito bem justamente um Ripassobranco. Depois de colhidas, as uvas são ressecadas, período no qual ganham toques levemente adocicados - e que combinam perfeitamente com os molhos brancos. 

Massa ao pesto 


Manjericão, pinole e muito azeite - parece ser este o segredo para o bom e velho pesto. Tão herbáceo quanto é fresco, o prato pede pelas mesmas características à taça. Neste caso, tem uva mais perfeita que a Verdicchio? Até o nome diz que é verde! 
Massas ao sugo 


Sugo, do italiano, quer dizer nada mais nada menos que molho. É do molho de tomate que estamos falando… Para a harmonização das massas ao sugo, das receitas mais simples às mais sofisticadas, como à putanesca, o vinho mais tradicional de toda a Itália: Sangiovese. Isso porque tanto o molho quanto o vinho terão as mesmas características: elevada acidez e sabores frutados. Capiche? 

Minestrone 


Feita à base de carne, legumes e macarrão (ou arroz), a famosa sopa italiana é servida gelada mesmo. Apesar de parecer levinha, tem untuosidade que pede por acidez e taninos, além de sabores que combinam perfeitamente com notas frutadas. Vá para o sul da Itália e guarde bem essas uvas: Negroamaro e Nero D’Avola. Elas terão o que o seu minestrone precisa! 

Peixe espada 


Antes que você torça o nariz e pule o peixe espada (pois, afinal, nunca comeu um), saiba que sua harmonização vale também para outros peixes brancos mais gordinhos. Os vinhos brancos vão bem, obrigado, só não dá para ser aquele levíssimo e delicado. A acidez alta é item obrigatório, mas se for de corpo médio para alto, melhor ainda. Conhece a Verdicchio? É dela que estamos falando! E o melhor: traz notas minerais que lembram mesmo sal marinho. 

Pizza 


São tantos os sabores e tantas as variedades de pizzas que existem hoje que fica até difícil pensar em somente uma harmonização. Na dúvida, a acidez de um bom Pinot Noir parece resolver, mas se quiser saber certinho que vinho escolher, descubra aqui. 

Polenta 


Convenhamos que não é qualquer polenta que consegue o título de prato principal da refeição, a não ser que seja feita pela sua “nonna”. Mas uma coisa é verdade, a cremosidade e textura do prato são fatores que influenciam a apreciação de qualquer vinho. Rústicos, como a polenta, os Chiantis e seus toques terrosos parecem ser perfeitos! 

Porchetta 


Popular em todos os cantos da Itália, foi no centro, mais especificamente em Roma que o lanche surgiu (e é até hoje a típica comida de rua da capital italiana). Pense na carne de porco sendo enrolada com a própria gordura e pele, e depois sendo assada. Agora ponha uma fatia bem gorda dentro de um sanduíche com alho, alecrim e outras ervas. Se preferir os tintos, abra um clássico Rosso di Montalcino; mas se os brancos estiverem entre os seus preferidos, aposte num ácido e neutro Pinot Grigio. 

Risotos 


Arbóreo, carnaroli, vialoni… Não importa o arroz, risoto é cremoso e ponto. A harmonização pode variar um pouco de acordo com a receita (milanese, de pinhão, de funghi...), mas, para não ter erro, é preciso investir num vinho com boa acidez e corpo médio para alto, com paladar macio. Nossa sugestão? Direto do Vêneto, no norte da Itália, para os com base carne, um Amarone, e para os com base vegetal, um Valpolicella mais levinho! 

Vôngoles 


Tem fruto do mar mais com a cara da Itália do que o vôngole? E é por isso que ganhou uma harmonização só para ele. Nunca está só, é verdade. Se for acompanhado de um espaguete puxado na manteiga, prato tradicionalíssimo, um Chardonnay siciliano, mais encorpadinho e frutado, será seu parceiro ideal! 
Sobremesas 

Cantucci e outros biscoitos doces 


Toda comuna italiana tem seu típico biscoito - amarettis, crostolis, reginas… Mas o mais famoso de todos, e que parece que nasceu para o vinho, é sem dúvidas o cantucci, o melhor amigo do Vin Santo. Quase todo cardápio da Itália oferece cantucci com vin santo. Por ser muito seco e duro, é assim que eles são servidos: para “chuchar” num vinho fortificado que o amoleça e dê acidez à sua doçura. 
Gelatos 


Sorvete com vinho?! Bem, comum não é mesmo, mas o incomum é sempre mais legal! E vamos te contar uma coisa, talvez vinho seja a coisa mais gostosa de beber junto com sorvete - suco perde sabor, refrigerante fica ácido demais, e a água… A água é indiferente… Cremosos e frutados, os gelatos adoçam facilmente o paladar com pesos e texturas, e muitos dos seus sabores combinam com notas de vinho. Frutas, castanhas, cacau… Tudo isso você encontra em quase todas as negras uvas com “nero” no nome: Nero D’Avola, Nerello Mascalese e Canaiolo Nero. No caso dos sabores de frutas, alguns até azedinhos, prefira sair da Itália e render-se às opções secas de Jerez e Sémillon. 

Tiramisu e affogato 


Já que o café é tão famoso na Itália, e acompanha uma boa sobremesa, foi natural que se juntassem nessas duas receitas tão tradicionais. Chocolate, creme e café fazem parte das duas opções e guiam a harmonização, que nem precisa ser tão doce e enjoativa. O Moscato d’Asti, espumante docinho e floral, tem o corpo e intensidade que se adaptam perfeitamente. 

Torrone 


Mel, açúcar, ovos e as mais variadas castanhas, depois de irem para o forno, são os melhores amigos dos vinhos de sobremesa. A melhor maneira de fechar a refeição com torrones será acompanhado do fortificado Marsala ou de Vinho do Porto Tawny - pois ambos, além de serem docinhos, ainda trazem as mesmas notas de castanhas e frutas passadas da sobremesa. 

Ingredientes que se destacam 


Não importa se entrada, principal ou sobremesa... É certo que estes ingredientes vão tomar conta do seu paladar, influenciando de maneira drástica na harmonização - e é por isso que ganharam um espaço só para eles. 

Aliche ou anchova 


Salgado e aromático, o ingrediente que parece controverso na hora de harmonizar não é tão complicado assim. É preciso prestar atenção a duas coisas: se tem acidez suficientemente boa e se não marca o palato com seus taninos. Qualquer um que respeite os dois critérios será mais que aprovado. Ficamos, então, com um espumante rosé (Prosecco, por que não?!) e um Pinot Noir que não tenha estagiado por carvalho. 

Funghi 


Os maiores aliados do funghi são, definitivamente, os arrozes e as massas, o que faz da harmonização deles ainda mais especial. Não bastasse seus toques terrosos, o ingrediente ainda tem os traços rústicos característicos da Nebbiolo (cassis, tabaco, cedro e café torrado...). Barolo ou Barbaresco? A escolha é sua! 

Pepperoni 


O toque picante do embutido definitivamente não combina com taninos, aliás, fuja deles. Caso contrário, sentirá a disputa deles pelo seu palato! Vemos duas saídas para isso: a acidez que só mesmo um espumante, pois limparia o paladar e o deixaria preparado para a outra garfada; ou a maciez e boa acidez de um Merlot da Toscana (a maioria dos rebeldes Super-Toscanos são feitos com a variedade francesa). 

Trufa 


Por menor que seja a quantidade, as tão cobiçadas trufas. São de longe os cogumelos mais marcantes que uma cozinha italiana pode oferecer - e, como tais, são mais terrosos do que a própria terra. Um risoto finalizado com trufas encontra sua cara-metade num grandioso Barolo (uma das harmonizações mais clássicas de toda a Itália!).